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Grupo de extermínio investigado em operação da Polícia roubava armas e munições de batalhão da PM

De acordo com a PC, o comandante do quartel autorizava as retiradas ilegais. Ele está entre os presos da Operação Anonymous II.

 

As investigações da Operação Anonymous II apontam que um grupo de extermínio atuante na região metropolitana fazia retiradas ilegais de armas e munições do 5º Batalhão da Policia Militar de Castanhal. A operação prendeu sete PMs na última quinta-feira (19).

De acordo com a PC, o tenente coronel Marcelo Araújo Prata autorizava a retirada, ele era o comandante do quartel. Cinco PMs seriam os atiradores: Gleydson Palheta da Costa, Thiago Costa Vetillo, Paulo Henrique Dias Barros, Arthur Rinaldo e Leonardo Machado Santos. Segundo a Polícia, os executores usavam o carro da soldado Erika Pantoja Carneiro da Silva para praticar os assassinatos.

"Era um grupo organizado que recebia encomendas ou ordens para que fizessem aquele tipo de crime. Eram extremamente organizados e em situações específicas eles agiam. Já foram presas algumas pessoas que era identificadas como liderança do grupo. Mas independente de patente havia entre eles um vínculo, que está sendo investigado no inquérito, mas sim, haviam os executores, os que organizavam e os que davam as ordens", explica o Secretário de Segurança, Uálame Machado.

A polícia ainda não sabe dizer quantas pessoas foram mortas pelo grupo. "As vítimas variavam. Geralmente pessoas que tinham cometido algum tipo de crime ou pessoas especificas, que eram definidas em reuniões, que tinham que morrer", completa o secretário.

Os investigadores disseram que mais de mil munições foram desviadas do 5º Batalhão da PM em apenas seis meses. As armas e as munições foram usadas pra executar as vítimas. A

"Do momento que houve a operação, que teve as cautelas de armas, foram detectados o desaparecimento de um quantitativo muito além de armas e por isso mesmo isso está sendo investigado, para a Promotoria Militar continuar as investigações", declara o promotor Armando Brasil.

Um foragido

Dos nove mandados de prisão, só um ainda não foi cumprido. Um agente de trânsito da Semutran de Ananindeua continua foragido. O vereador de Ananindeua Hugo Atayde se entregou, na sexta-feira (20). Mas a polícia não informou a participação dele no esquema criminoso.

A delegada Eliete Cristina Alves Borges, diretora da divisão de atendimento à mulher de Ananindeua também foi presa. A suspeita é que ela tenha facilitado as ações da quadrilha.

Os presos são suspeitos de integrar um grupo de extermínio que agia na região metropolitana. Os crimes que ocorreram entre 2018 e este ano estão sendo investigados e podem ter tido a participação deste grupo. Um deles é o assassinato do vereador de Ananindeua Deivite Araújo Galvão, conhecido como Gordo do Aurá. Ele foi morto a tiros, em fevereiro deste ano.

O advogado Lucas Sá, que defende o coronel Marcelo Prata afirma que o militar nunca participou de grupo de extermínio e que vai protocolar o pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do estado visando a liberdade do coronel. A defesa de Erika Pantoja, informou, por meio de nota, que ela é inocente e que possui conduta exemplar.

O G1 não conseguiu contato com as defesas dos militares: Paulo Henrique Dias Barros, Thiago Costa Vetillo, Arthur Rinaldo Cordeiro dos Santos, Leonardo Machado Santos e Gleydson Palheta da Costa, nem da delegada Eliete Cristina.

 

 

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