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Natal tem queda no número de infecções por HIV e sífilis em 2019

Os números são expressivos: HIV caiu de 789 para 354 ocorrências de 2018 para 2019

 
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ÁUDIOTEXTO PARA RÁDIOFoto: DivulgaçãoNatal pela primeira vez em na história apresentou queda nas infecções sexualmente transmissíveis no último ano. Os números são expressivos: HIV caiu de 789 para 354 ocorrências de 2018 para 2019. Para a Aids em adultos, foi de 329 para 118. Em casos de sífilis adquirida, a queda é de 866 para 463 registros. Já no tipo congênito da IST, a redução foi de 348 para 191. A subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica do Rio Grande do Norte, Alessandra Lucchesi, acredita que esta queda no número de casos esteja relacionada ao trabalho de prevenção que vem sendo executado, com uma maior oferta de testes para identificação das infecções.

“A gente está disponibilizando mais a testagem. A gente tem sensibilizado cada vez mais a assistência para que esse teste esteja disponível para que seja realmente uma demanda livre e não seja algo programado. Coisa que a gente já evidenciava em alguns municípios. Então, houve esse aumento também, pode ser essa questão da disponibilidade dos testes que aumentou. Também pode ser, com certeza também, no aumento do número de casos. E a gente sabe que tem pacientes que a gente não consegue detectar.”

Essa dificuldade em detecção ocorre porque, segundo Alessandra, existe uma tendência na população de não procurar atendimento e testagem, principalmente entre homens adultos e jovens. É por isso que parte das ações, tanto dos estados quanto dos municípios, é disponibilizar os testes junto com orientações para a população. Quanto antes os pacientes conseguirem atendimento, mais rápido e eficiente será o tratamento.

No caso da transmissão do HIV, por exemplo, o paciente carregará a infecção no corpo pelo resto da vida. No entanto, com o tratamento fornecido pelo SUS, o Sistema Único de Saúde, atualmente, já é possível deixar o vírus em estado adormecido e levar uma vida com poucas consequências. Algumas pessoas, como o morador aposentado do município de Extremoz, Marcos Antônio Belarmino, casaram e levam uma vida normal.

“Hoje eu sou casado, tenho um companheiro já há oito anos, ele não é soropositivo e eu não estou detectável. Eu tenho certeza que eu contraí por eu ter sido, na época, garoto de programa.”

Marcos foi diagnóstico com a infecção em 2000, depois de uma doação de sangue. Na triagem, o HIV foi descoberto. O tratamento pôde ser iniciado imediatamente na rede pública de saúde. E com os cuidados necessários e o uso do preservativo, Marcos leva uma vida semelhante a de pessoas sem infecção. Sem camisinha, você assume o risco. Use camisinha e se proteja dessas ISTs e de outras, como hepatites. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/ist.

 

 

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