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Campanha de Trump retira ação que questionava votação em Michigan

Advogados da campanha disseram ter desistido do processo nesta quinta porque atingiram seu objetivo de impedir a certificação do resultado da eleição presidencial no estado, mas certificação já foi feita na terça. Presidente convidou deputados para r

 
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A campanha do presidente Donald Trump, que perdeu a reeleição para o candidato democrata Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (19) ter retirado o processo em que tentava parar a contagem de votos no estado de Michigan.

O processo em Michigan tentava impedir a certificação do resultado na região de Detroit, a maior cidade do estado, e a campanha do presidente disse ter retirado a ação por ter conseguido atingir seu objetivo — o que não é verdade.

O advogado de campanha de Trump, Mark "Thor" Hearne II, afirmou que o processo não era mais necessário porque "o conselho de fiscais do condado de Wayne se reuniu e se recusou a certificar os resultados da eleição presidencial".

Advogado pessoal de Trump, o ex-prefeito de Nova York Rudolph W. Giuliani, também disse em comunicado que a campanha havia alcançado seu objetivo.

"Estamos retirando nosso processo em Michigan como resultado direto da obtenção do alívio que buscávamos: impedir que a eleição no condado de Wayne fosse certificada prematuramente antes que os residentes pudessem ter certeza de que todos os votos legais foram contados e todos os votos ilegais não foram contados”, afirmou Giuliani.

Tinta para cabelo escorre da cabeça de Rudolph Giuliani, advogado pessoal de Donald Trump, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (19) — Foto: Jonathan Ernst/Reuters

Mas o resultado foi certificado na terça-feira (17). Fiscais republicanos chegaram a barrar a certificação dos resultados, mas voltaram atrás depois.

Na noite de quarta-feira (18), antes do anúncio dos advogados da campanha de Trump, dois fiscais republicanos passaram a dizer que queriam rescindir a certificação que deram no dia anterior.

Monica Palmer e William Hartmann disseram em comunicado que só votaram para certificar os resultados após "horas de pressão contínua" e depois de receber promessas de que suas preocupações sobre a eleição seriam investigadas.

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Monica Palmer admitiu ao jornal "The Washington Post" ter recebido uma ligação de Trump. "De fato eu recebi uma ligação do presidente na noite de terça", afirmou Palmer. "Ele estava checando para ter certeza de que eu estava segura após ouvir as ameaças que ocorreram".

As autoridades de Michigan disseram que a decisão sobre a certificação agora será analisada por um conselho estadual de fiscais.

Tentativa de reverter resultado da eleição

Trump convidou deputados republicanos do Michigan para uma reunião na Casa Branca na sexta-feira, possivelmente para tentar convencê-los a aderir a um plano que pode reverter para ele os 16 votos do estado no Colégio Eleitoral – conquistados por Biden na eleição de 3 de novembro.

O presidente estaria disposto a adotar a mesma estratégia também em outros estados em que perdeu mas são dominados por deputados de seu partido. A estratégia deve ser adotada após a campanha sofrer derrotas na Justiça dos seus questionamentos sobre a eleição (leia mais abaixo).

Segundo a imprensa americana, Trump pretende usar como argumento a Lei de Contagem Eleitoral, de 1887. Ela diz que, caso os eleitores não consigam escolher um vencedor em determinado estado, é declarada uma “eleição fracassada” e a escolha dos delegados passa a ser feita pelos deputados estaduais.

Como a lei não deixa exatamente claro o que seria uma eleição fracassada, a aposta é de que a equipe jurídica de Trump pode alegar que isso aconteceu nesses estados e exigir que os legislativos – de maioria republicana – apontem os delegados, favorecendo o presidente. As chances de sucesso, entretanto, são consideradas praticamente nulas.

O prazo final para que todos os estados certifiquem seus resultados é 8 de dezembro, seis dias antes da votação no Colégio Eleitoral, e Trump precisaria atingir seu objetivo antes dessa data. Só em 6 de janeiro o Congresso deve confirmar oficialmente Joe Biden como presidente eleito dos EUA.

Derrotado, Trump insiste em batalha legal

Apesar de Biden ter vencido a eleição presidencial americana, o atual presidente não reconheceu o resultado e entrou com uma série de ações na Justiça para tentar reverter a derrota.

Sem apresentar provas, Trump alega uma suposta fraude na apuração de alguns estados em que perdeu (entre eles, Michigan). Todos são estados-chave em que o republicano perdeu.

Mas, até agora, nenhuma autoridade reportou qualquer irregularidade na contagem dos votos.

Na quinta-feira (12), o Departamento de Segurança Interna do país afirmou que a eleição presidencial foi "a mais segura da história americana". Seis dias depois, Trump demitiu o diretor responsável pelo comunicado.

Importância de cada estado

Biden venceria a eleição presidencial mesmo sem os 16 delegados de Michigan. O democrata conquistou 306 votos no Colégio Eleitoral até o momento — 36 a mais que o necessário para se tornar o 46º presidente americano.

Nesta quinta-feira (19), a recontagem manual de votos na Geórgia confirmou a vitória do democrata no estado, que também tem 16 delegados no Colégio Eleitoral.

Na segunda-feira (16), o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, que é republicano, acusou o senador Lindsey Graham, do mesmo partido, de pressionar as autoridades eleitorais do estado para anular votos e reverter a vantagem de Biden sobre Trump.

Na terça-feira (17), a campanha de Trump sofreu uma derrota na Pensilvânia, que tem 20 delegados. A Suprema Corte do estado decidiu que os observadores do Partido Republicano tiveram acesso adequado à contagem de votos.

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