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Testes provam segurança e eficácia da CoronaVac, afirma presidente da Sinovac

Yin Weidong afirmou que eficácia da vacina contra a Covid-19 variou entre países porque protocolos não eram iguais. Taxa foi de 50,38% no Brasil, 65,3% na Indonésia e 91,25% na Turquia.

 
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A farmacêutica chinesa Sinovac Biotech defendeu nesta quarta-feira (13) a segurança e a eficácia da CoronaVac, um dia após o Instituto Butantan divulgar que a eficácia da vacina contra a Covid-19 é de 50,38%, muito menor do que foi inicialmente anunciado e do reportado em outros países.

A notícia levou Malásia e Singapura, que têm acordos de compra com a Sinovac, a afirmar que buscariam mais dados da empresa chinesa sobre as taxas de eficácia antes de aprovarem e comprarem a vacina.

O que se sabe sobre a Coronavac, a vacina do Instituto Butantan

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"Os resultados dos testes clínicos de fase 3 são suficientes para provar que a segurança e eficácia da vacina CoronaVac são boas em todo o mundo", afirmou o presidente da Sinovac Biotech, Yin Weidong, em entrevista coletiva.

Em 24 de dezembro, a Turquia anunciou que a CoronaVac teve eficácia de 91,25% em uma análise preliminar dos resultados, mas o estudo completo não foi apresentado na época.

Na segunda-feira (11), a Indonésia divulgou que a vacina da Sinovac teve 65,3% de eficácia, segundo dados preliminares da fase 3 de testes.

Nesta quarta-feira (13), a Turquia aprovou o uso emergencial da CoronaVac e a Indonésia iniciou sua campanha nacional de vacinação com ela — o presidente Joko Widodo foi o primeiro a recebê-la.

Ao justificar as diferentes taxas de eficácia, Weidong afirmou que diferentes países usaram vacinas do mesmo lote em seus estudos, mas os protocolos de teste não são idênticos.

Foi a primeira vez que um porta-voz da empresa falou sobre as diferentes taxas de eficácia em diferentes países.

Funcionário inspeciona ampolas com a CoronaVac, vacina contra a Covid-19 da farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, na sede do Instituto Butantan em São Paulo, no Brasil, em 12 de janeiro de 2021 — Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Antes de revelar a eficácia de 50,38% da CoronaVac no Brasil, o Instituto Butantan divulgou que a vacina mostrou eficácia de 78% contra casos "leves" e de 100% de eficácia contra casos "graves".

As divulgações parciais dos testes da Sinovac e estudos de outras vacinas chinesas têm levantado preocupações de que elas não estão sujeitas ao mesmo escrutínio público que as alternativas americanas e europeias, segundo a agência de notícias Reuters.

Países pedem mais informação

A Malásia informou nesta quarta que só vai seguir em frente com a compra da CoronaVac se a vacina cumprir os padrões de segurança e eficácia dos reguladores locais.

Na terça (12), a Pharmaniaga Bhd, da Malásia, assinou um acordo com a Sinovac para comprar 14 milhões de doses da CoronaVac e, posteriormente, fabricá-la no mercado interno.

Único país de alta renda com o qual a Sinovac fechou acordo até o momento, Singapura disse que vai analisar os dados oficiais quando a farmacêutica chinesa os divulgar, em vez de depender da eficácia relatada até agora, para então decidir se irá aprovar a vacina.

A Tailândia, que encomendou 2 milhões de doses da CoronaVac, afirmou que ainda está a caminho de receber e aplicar a vacina a partir de fevereiro, mas acrescentou que pedirá informações diretamente à Sinovac.

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