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Daniel retorna ao The Voice: '''Volto mais consciente de que a gente tem que aprender a jogar'''

Quase sete anos após ter deixado a cadeira de técnico do reality, cantor sertanejo volta ao programa para participar da versão exclusiva para cantores acima de 60 anos.

 
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Daniel está de volta ao time de técnicos do "The Voice". O cantor, que integrou o reality entre 2012 e 2014, retorna para a atração. Ele vai virar a cadeira e auxiliar os candidatos da primeira edição para cantores acima de 60 anos. No "The Voice +", Claudia Leitte, Ludmilla e Mumuzinho completam o time de técnicos.

"É um projeto que traz outras características por se tratar de pessoas mais experientes, experiências de vida mesmo, de mais idade. Então fiquei muito contente, fiquei lisonjeado", diz Daniel ao G1.

"Apesar da distância, de não estar fazendo parte do projeto de corpo presente, eu sempre me enquadrei como parte integrante da família."

Em 2019, o cantor teve uma passagem relâmpago pelo palco da atração e "fingiu" ser um candidato em busca de uma vaga no programa. As quatro cadeiras viraram para o cantor, claro.

Em bate-papo com o G1, Daniel falou sobre sua volta e os desafios na nova versão. Também disse que retorna ao "projeto um pouco mais consciente de que é um jogo também".

"Percebi muito isso nele [Michel Teló], ele foi um super jogador. Ele foi esperto nesse sentido. Que eu tenha pelo menos um pouquinho dessa expertise".

O sertanejo também falou sobre sua amizade com Roberto Carlos, fortalecida ao longo da pandemia, e os aprendizados nesse período de pausa no mercado devido ao coronavírus.

"Pra todo mundo que tem do seu afazer o que a gente faz, e não ter seu ganha pão, é muito complicado porque as despesas não deixam de existir."

Daniel volta ao "The Voice" e integra time de técnicos da versão exclusiva para cantores com mais de 60 anos — Foto: Globo/João Miguel Júnior

G1 - O que te fez voltar ao projeto "The Voice" quase sete anos depois?
Daniel -
Eu estava em casa, um belo dia, e o Creso (Eduardo Macedo, diretor artístico do programa) me fez uma ligação me convidando e contando essa história do The Voice +, que é um projeto totalmente diferente. É um projeto que traz outras características por se tratar de pessoas mais experientes, experiências de vida mesmo, de mais idade, enfim. Então fiquei muito contente, fiquei lisonjeado. Mesmo porque, engraçado, apesar da distância, de não estar fazendo parte do projeto de corpo presente, eu sempre me enquadrei como parte integrante da família.

G1 – O que você vê de diferença entre o "The Voice" e "The Voice +"?
Daniel -
Eu diria que é uma responsabilidade talvez até redobrada. Eu digo mais experientes em se tratando de vida mesmo. Em se tratando de música, a gente ainda não sabe se vai se deparar com pessoas que já tiveram isso como experiência de vida, de sei lá, ingressar numa carreira artística, de ter vivido de música, de viver de música.

Então a gente vai ser meio que aprendiz ali. A possibilidade é muito maior de a gente aprender do que de passar tanta coisa para eles, de passar tanta experiência para eles. Porque imagina o tanto que essas pessoas já viveram para chegar até aqui. Eu acho que vai ser muito interessante.

G1 - Entre os técnicos, você também é o mais experiente, não só de anos de vida, mas como também anos de carreira. Acha que pode levar vantagem frente aos outros técnicos caso várias cadeiras se virem para um candidato, imaginando que eles possam preferir alguém com mais experiência?
Daniel -
Acho que isso é uma questão meio imprevisível, tudo pode acontecer no momento. Ao mesmo tempo que a pessoa gosta dessa coisa da experiência, de você ter mais tempo de carreira, experiência de vida, existe aquela busca talvez pelo novo, pelo diferente, pelo inusitado. Então acho que vai depender de cada um.

Mas espero que as pessoas simpatizem comigo também, que a gente possa ter uma "brincadeira gostosa" entre todo mundo que está ali.

O projeto pra ter sentido tem que ter essa coisa de disputa, porque é uma disputa, não deixa de ser. É uma coisa que eu não entendia muito ao certo quando participei da outra vez. Eu não via o "The Voice" como sendo um jogo, mas é um jogo também. Então que seja uma disputa saudável.

Cantor Daniel faz show na Basílica de Aparecida — Foto: Thiago Leon/ Santuário Nacional de Aparecida

G1 - Michel Teló foi seu substituto no programa, vencendo várias edições, e uma coisa que ele tem muito é que ele sabe jogar mesmo. Aprendeu algo nesse sentido assistindo ele? Como está nesse quesito depois de virar também público do "The Voice"?
Daniel -
Volto para esse projeto novo um pouco diferente, um pouco mais consciente nesse sentido de que é um jogo também, que a gente tem que aprender a jogar. Tem que estar no meio do jogo e se enquadrar. E percebi muito isso nele, sem sombra de dúvidas ele foi um super jogador. Ele foi esperto nesse sentido. Que eu tenha pelo menos um pouquinho dessa expertise.

G1 - Acha que a linguagem para falar com o candidato mais experiente é diferente?
Daniel -
Eu acredito que sim, é bem diferente. Acho que a gente tem que ter o cuidado sempre que for direcionar uma palavra pras pessoas que estiverem passando por ali. Mas como já existe uma questão de experiência, de a pessoa já ter passado por tantas barreiras, tantos obstáculos na vida dela, ela já tem uma certa bagagem.

Ela já sabe aceitar melhor talvez um não. Quando está mais maduro -- falo por mim, eu que estou com meus 52 anos --, a gente recebe as coisas de forma diferente, a gente ouve de forma diferente. Não que a gente não sinta com aquilo, mas a gente já é um pouco mais preparado.

E não sei se isso vai acontecer, mas acredito que a partir do momento que a gente se deparar com as pessoas ali, elas querem ser tratadas de igual pra igual. É a gente chamar de 'você' mesmo, é não levar o 'senhor'. Coisas que eu não gosto para mim, não vou querer levar para eles. Quando as pessoas me chamam de senhor, não que eu não goste tanto, mas me sinto mais à vontade se me chamar de você. Acho que esse cuidado todo a gente vai ter que ter e se adaptar.

Cantor Daniel faz show na Basílica de Aparecida — Foto: Thiago Leon/ Santuário Nacional de Aparecida

G1 - Como foi esse ano de pandemia pra você? Entre prejuízos e pontos positivos e negativos, como foi no geral?
Daniel -
Lógico que essa coisa da parada repentina, primeiro que assustou todo mundo. Algo totalmente desconhecido, que a gente nunca tinha se deparado, foi bem problemático nesse sentido.

Mas para mim, em termos de ficar em casa, curtir a família, renovar ainda mais os laços familiares, reforçar isso, para mim foi muito bom, muito importante. Teve, sim, um lado positivo.

A questão de prejuízo, não tenho dúvida que para todo mundo que tem do seu afazer o que a gente faz, de você não poder fazer um show, não ter seu ganha-pão, é muito complicado porque as despesas não deixam de existir. A gente tem que arcar com essas despesas. Sou feliz em ter construído uma história ao longo da minha trajetória musical, uma história paralela também que me deu um suporte para suportar tudo isso.

E a gente tentar somar da forma que a gente pode com aquelas pessoas que estão enfrentando muito mais dificuldade

Talvez tivesse sido um momento que já teria sido importante para mim anteriormente e acabou acontecendo agora dessa forma, que é uma forma difícil, que ninguém gostaria de passar, mas acabou acontecendo desse jeito. Então existe o lado positivo que foi muito importante para mim.

G1 – Falando nisso, você nunca escondeu que em um certo momento da sua vida, cogitou parar a carreira. E durante a pandemia, conversei com alguns artistas que citaram que terão dificuldade de voltar para a estrada, por ter se acostumado com a vida em casa, em família... Você sente isso também?
Daniel -
Acho que tudo isso que está acontecendo nos mostrou outra coisa que é muito presente hoje em nossas vidas. Eu usava, mas não tanto, é a questão tecnológica. Então acho que dá pra gente dosar as coisas. Acho que dá tranquilamente para gente não deixar jamais de curtir aquilo que a gente tem de mais valioso, que é a nossa família, as pessoas que estão ao nosso redor. E, ao mesmo tempo, continuar trabalhando, mas de uma forma diferente. Talvez com menos intensidade.

A gente vai conseguir talvez encontrar novos caminhos que nos dê essa possibilidade. Então é isso, é o aprendizado. Essa renovação que a gente já está sofrendo há um bom tempo, na verdade, e que veio a tona agora com essa coisa desse vírus que chegou aí.

G1 – A pandemia mudou a inspiração e os sentimentos na hora de fazer música?
Daniel -
Falou muto mais alto essas canções que trazem uma mensagem, que trazem um algo a mais nesse sentido de tudo o que a gente está vivendo. Participei de um projeto recentemente com outros artistas, que é um projeto da ONU, de uma música muito especial, que fala exatamente disso, da vida, do hoje. Essas canções acabam tocando um pouco mais profundamente no nosso coração.

G1 - Durante a quarentena você estreitou os laços com o Roberto Carlos. Queria saber se podemos esperar por uma parceria.
Daniel -
Essa questão musical, pode até acontecer. A gente nunca chegou a falar sobre isso. Chegamos a falar sobre canções que gravei dele, ele vendo vídeos, acho que ele estava tendo um pouco mais de tempo também. Em uma ocasião, ele me passou que estava muito emocionado com uma versão que fiz de uma canção dele. Trocamos essas figurinhas, mas nunca chegamos a falar para gravar mais uma música juntos, novamente, porque já tive a oportunidade de gravar com ele.

Mas eu acho que tudo pode acontecer, nessa vida tudo pode acontecer. E se for, vai ser muito bom, muito positivo. Hoje posso dizer que tenho muito mais amizade com nosso rei, com Roberto Carlos, e que é um cara muito especial. Um cara do bem, diferenciado mesmo.

G1 – Existe sempre uma busca para um “substituto” do Roberto Carlos, e, querendo ou não você sempre aparece nessa lista com seu romantismo. Você sente um peso nisso?
Daniel -
Eu acho que a gente tem que ter como responsabilidade essa coisa de dar seguimento nessa nossa questão de poder falar de amor, de trazer sempre o romantismo à tona, de ser tão expressivo ao longo de sua história. Eu diria que, inclusive depois da partida de João Paulo, o romantismo esteve mais presente, mais aparente em tudo o que faço. Então acho que meu dever é esse, é de sempre trazer uma boa mensagem pras pessoas através da minha música e falar de amor. Acho que falar de amor não sai de moda nunca.

Ludmilla, Daniel, Claudia Leitte e Mumuzinho são os técnicos do "The Voice +" — Foto: Globo/João Miguel Júnior

 

 

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