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'''Nomadland''' mostra dor e beleza da vida na estrada em ficção com toque de documentário; G1 já viu

Filme mostra vida de pessoas sem casa que vagam em vans pelos EUA com coadjuvantes não-atores. Dobradinha confirma força da atriz Frances McDormand e revela a diretora Chloé Zhao.

 
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Os personagens de "Nomadland" vagam por estradas dos EUA sem serem enquadrados por condescendência ou julgamentos morais. Eles têm nuances como as de pessoas reais - ou exatamente isso, no caso dos coadjuvantes não-atores que interpretam a si mesmos.

Mas a base é ficcional, fruto de uma dobradinha que confirma a vocação da atriz Frances McDormand de encarnar a alma da América profunda (como em "Fargo" e "Três anúncios para um crime", pelos quais ganhou seus dois Oscars) e faz despontar a diretora e roteirista chinesa Chloé Zhao.

Ambas foram indicadas ao Globo de Ouro 2021, que acontece neste domingo (28). O filme também concorre a melhor drama e melhor roteiro. Veja a lista.

Chloé tem 38 anos, nasceu em Beijing, estudou cinema em Londres e se mudou para os EUA, onde já tinha se destacado em outro filme independente que examina o coração americano "Domando o destino", de 2017. Mas foi com "Nomadland" que ela se tornou a queridinha da vez em Hollywood.

O roteiro é baseado no livro-reportagem "Nomadland: Surviving America in the Twenty-First Century", da jornalista americana Jessica Bruder. Ela acompanhou pessoas mais velhas afetadas pela crise de 2008 que passaram a viver em vans e mortorhomes, se virando em empregos temporários.

Frances McDormand em 'Nomadland' — Foto: Divulgação

A personagem interpretada por Frances McDormand, Fern, vive um resultado extremo - e também real - da recessão: uma cidade-fantasma, Empire, Nevada, que deixou de existir após a falência da fábrica de material de construção que fornecia todos os seus empregos.

Viúva, sem filhos e agora sem casa, Fern sai de Empire com alguns objetos de lembrança e o mínimo para viver em uma van e arranjar trabalhos precários como de empacotadora em um galpão da Amazon. Nos serviços e na estrada, ela conhece outros nômades.

Chloé Zhao, em foto de janeiro de 2018 — Foto: Taylor Jewell/Invision/AP/Arquivo

Esses coadjuvantes são pessoas retratadas no livro, em especial a amiga Linda May, ou figuras que Chloé e Frances conheceram na estrada. A cineasta tinha uma base para a história, mas foi adaptando em tempo real na viagem para as filmagens, ao longo de quatro meses em 2018.

Os nômades gostam da vida na estrada e, ao mesmo tempo, não têm muita opção de vida. Há cenas mundanas, como da escolha do melhor balde para substituir o vaso sanitário, e conversas emocionantes que mostram o carinho entre pessoas que parecem não ter nada a perder.

Frances McDormand (Fern) e os nômades da vida real de 'Nomadland' — Foto: Divulgação

Frances consegue se misturar a esse grupo e interpretar o universo deles sem um tom de pena e muito menos de glamour. Está tudo lá em "Nomadland" - desigualdade, precarização, liberdade, solidariedade, finitude da vida - sem conclusão, como na realidade.

Uma grande pergunta desse road movie pelo meio-oeste dos EUA parece ser: o sonho americano se esfarelou de vez ou está mais vivo do que nunca? A grande resposta não existe.

Veja outros trailers de filmes indicados ao Globo de Ouro 2021:

13 vídeos Assista ao trailer de 'Meu Pai' ('The Father') Assista ao trailer de 'Mank Assista ao trailer de 'Nomadland

 

 

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