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Repressão a protestos contra golpe militar em Mianmar deixa ao menos 18 mortos

Mortes ocorreram em três cidades do país. Protestos vêm se espalhando desde que militares tomaram o poder e prenderam a cúpula do governo, incluindo a maior liderança política mianmarense, Aung San Suu Kyi, em 1º de fevereiro.

 
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A repressão da polícia a protestos contra o golpe militar em Mianmar, deixou ao menos 18 mortos e 30 feridos neste domingo (28) em três cidades do país, segundo a agência de notícias Reuters.

Protestos vêm se espalhando por Mianmar desde que os militares tomaram o poder e prenderam a cúpula do governo, incluindo a maior liderança política do país, Aung San Suu Kyi, em 1º de fevereiro, alegando fraude em uma eleição de novembro que o partido dela venceu com facilidade.

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O golpe, que interrompeu as tentativas de democracia após quase 50 anos de regime militar no país, atraiu centenas de milhares de pessoas às ruas e foi condenado por países ocidentais.

Policial atira balas de borracha na direção de manifestantes durante protesto em Yangon, em Mianmar, neste domingo (28) — Foto: Stringer/Reuters

Mortes

Uma das vítimas deste domingo é um homem que foi levado ao hospital depois de ter sido baleado no peito, de acordo com um médico que não quis se identificar, em Yangon, a maior cidade de Mianmar. Segundo a Reuters, a polícia atirou contra os manifestantes após não conseguir dispersar as multidões com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral.

Uma mulher morreu com suspeita de ataque cardíaco depois que a polícia interrompeu um protesto de professores com granadas de choque, disseram sua filha e um colega.

Manifestante ferido é carregado em Dawei, em Mianmar, neste domingo (28) — Foto: Dawei Watch/via REUTERS

Em Dawei, no sul do país, o político Kyaw Min Htike disse à Reuters que policiais abriram fogo contra as pessoas, matando três e deixando várias feridas.

O veículo "Myanmar Now" informou que duas pessoas foram mortas em um protesto na cidade de Mandalay, no norte do país, a cerca de 270 km da capital, Naypyidaw.

Manifestantes usando máscaras com o rosto de Aung San Suu Kyi protestam na cidade de Yangon, em Mianmar, neste domingo (28) — Foto: Stringer/Reuters

Os protestos são – em sua maioria – pacíficos, com os manifestantes carregando cartazes com mensagens incentivando atos de desobediência civil. Nos últimos dias, no entanto, houve uma escalada na repressão para tentar contê-los.

O governo proibiu concentrações, mobilizou veículos blindados e efetuou prisões noturnas contra opositores. No sábado (27), a emissora estatal MRTV informou que 470 pessoas foram presas.

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