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Corredora da Belarus que fez críticas aos técnicos de sua equipe é retirada do quarto em Tóquio e levada ao aeroporto

Kryscina Tsimanouskaya fez críticas aos técnicos de atletismo em uma rede social. Segundo ela, dois dirigentes da equipe foram ao seu quarto e disseram que tinham ordens superiores para levá-la ao aeroporto. Ela procurou policiais de Tóquio para dize

 
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A corredora Kryscina Tsimanouskaya, da Belarus, foi retirada de seu quarto por membros da delegação olímpica de seu país e levada ao aeroporto de Tóquio para voltar ao seu país neste domingo (1º).

Krystsina Tsimanouskaya fala com policiais no aeroporto de Tóquio, em 1º de agosto de 2021 — Foto: Issei Kato/Reuters

Ao chegar ao aeroporto, ela procurou policiais para dizer que não queria embarcar.

Krystsina Tsimanouskaya logo após uma corrida de 100 metros, em 30 de julho de 2021 — Foto: Aleksandra Szmigiel//Reuters

Na sexta-feira (30), ela fez críticas a dois técnicos de seu país. A Belarus é comandada desde 1994 por Alexandre Lukashenko, que é considerado um ditador.

No ano passado, houve uma eleição muito questionada no país, e Lukashenko venceu novamente. Logo em seguida, começaram protestos contra o líder e o regime. Veja um vídeo abaixo sobre uma dessas manifestações.

Manifestantes voltam às ruas de Belarus pedindo a saída do presidente e novas eleições

Manifestantes voltam às ruas de Belarus pedindo a saída do presidente e novas eleições

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Tsimanouskaya, a corredora, foi levada ao aeroporto por dois membros da delegação de seu país. A atleta disse também que vai pedir asilo político. "Eu não vou voltar à Belarus", afirmou, em um texto em um aplicativo de mensagens à agência de notícias Reuters.

A corrida de 200 metros em que ela concorre está programada para a segunda-feira.

Krystsina Tsimanouskaya é escoltada por policiais no aeroporto de Tóquio, em 1º de agosto de 2021 — Foto: Issei Kato/Reuters

Ela afirmou que foi tirada da equipe por ter se manifestado sobre a negligência dos técnicos em uma rede social. Tsimanouskaya já tinha reclamado por ter sido incluída na equipe de revezamento só depois que outras atletas saíram por não terem sido submetidas ao teste antidoping. "O técnico queria me adicionar ao revezamento sem que eu soubesse. Eu falei sobre isso publicamente. O chefe dos técnicos veio me procurar e disse que havia uma ordem superior para me remover", disse ela.

"Eu estou pedindo ajuda ao Comitê Olímpico Internacional. Há pressão contra mim. Eles estão tentando me tirar do país sem a minha permissão. Eu peço que o COI se envolva", ela afirmou em um vídeo enviado a um canal de Telegram da Fundação de Esporte Solidário da Belarus, uma entidade que apoia atletas presos ou marginalizados por serem contra o regime de Lukashenko.

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