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Filha molda mão de idosa em gesso para eternizar a fé em Nossa Senhora de Nazaré

Ideia surgiu após matriarca se curar de Covid-19 e representa todos os momentos de fé da família depositados na Virgem de Nazaré.

 
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Se ajoelhar, cruzar as mãos e olhar para o céu. A imagem descrita remete à fé, e foi isso que a enfermeira Natasha Carvalho e sua mãe, Ana Débora, 68, fizeram quando foram diagnosticadas com Covid-19. Esta memória fez com que Natasha sentisse a necessidade de eternizar o ato de fé em uma moldura das mãos da mãe.

“A gente passou por um momento bem difícil em relação à Covid-19, fiquei mal, porque infelizmente passei a doença para a minha mãe, que ficou pior que eu, então foi um momento que precisei renovar minha fé, botei meu joelho no chão e rezei para que tudo isso passasse e pudéssemos estar vivas e juntas nesse contexto que muita gente perdeu seus entes queridos”, relembra a enfermeira.

Diante deste cenário de “quase perda”, como ela própria descreve, a filha de dona Ana Débora quis eternizar as mãos da mãe com uma cópia fiel. “Em um momento muito distante, quando ela não estiver mais aqui comigo, eu quero poder tocar naquelas mãozinhas e sentir como se ela estivesse presente aqui comigo”, conta Natasha.

Ana Débora teve as mãos moldadas a pedido da filha — Foto: Acervo pessoal/Natasha Carvalho

A responsável pela arte, Camila Correa, se emocionou com o pedido da confecção da peça. “Já fazíamos moldes em tamanho real mas só havíamos feito de recém-nascidos, crianças e famílias, nunca com esse histórico tão forte de fé. Foi emocionante”, diz Camila. A escultura é feita com técnica indolor e antialérgica e as peças saem em tamanho real, preservando todas as características da área do corpo escolhida.

E para complementar o molde das mãos da mãe, Natasha incluiu a imagem de Nossa de Senhora de Nazaré. “Não existia outro santo que eu pudesse colocar, se não, Nossa Senhora, até porque em todos os momentos de dificuldade é com ela que a gente se apega”.

A enfermeira conta que a religiosidade e a fé passaram de geração para geração na família. “Meus avós maternos eram muito católicos e passaram isto para a minha mãe. E ela nos criou em colégios católicos, como no Gentil, que é onde a imagem de Nossa Senhora sai para a transladação, então eu cresci vendo essa procissão, nessa escola católica, então Nossa Senhora é muito importante na nossa vida, é como se fosse nossa guia”, comenta Natasha, que se questiona se um dia terá a fé da mãe.

“Tudo que minha mãe pede para Nossa Senhora, ela consegue, e eu até fico pensando ‘será que um dia eu vou ter a fé da minha mãe?’. Antes ela me dizia que a fé de uma mãe é muito grande, e falava ‘minha filha, quando você for mãe você vai entender’.

"E hoje, que tenho uma filha, entendo que quando você pede com fé, principalmente para Nossa Senhora, que é mãe, a gente consegue conquistar tudo o que a gente pede em oração”, diz Natasha.

Natasha e a mãe, Ana Débora, são devotas de Nossa Senhora de Nazaré e, juntas, pediram pela recuperação quando foram infectadas pela Covid-19 — Foto: Acervo pessoal/ Natasha Carvalho

Para ela, fé tem relação com confiança que cresce a cada dia. “A fé se renova e precisa estar firme para seguir os propósitos de Deus porque às vezes a gente nem acredita que é possível mas Deus, com Nossa Senhora, nos mostra que é, sim, é possível”.

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