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Guardas portuários entram em greve e três portos do Pará têm 50% das atividades paralisadas

Categoria quer a aprovação do acordo coletivo pela Companhia Docas do Pará. Paralisação por tempo indeterminado deve causar lentidão, segundo sindicato.

 

Guardas portuários da Companhia Docas do Pará (CDP) estão com atividades paralisadas nesta quarta-feira (13). Eles entraram em greve e pedem por avanços no acordo coletivo entre a empresa e a categoria.

A guarda portuária é responsável pela fiscalização e segurança de todas as pessoas e cargas que entram e transitam pelos três portos da Companhia Docas do Pará, que são o porto Miramar, em Belém, PVC, na Vila do Conde em Barcarena, e no porto de Santarém.

Trânsito próximo à entrada do Porto de Miramar, em Belém, está bastante engarrafado — Foto: Divulgação/Sindiguapor

De acordo com o diretor do Sindicato dos Portuários do Pará e Amapá (Sindporto), Diego Filgueiras, as atividades dos guardas estão mantidas em 50% nos portos administrados pela CDP, o que não deve causar desabastecimento. No entanto, segundo ele, os serviços ficarão lentos.

“O porto é atividade essencial, não pudemos parar totalmente, então garantimos o funcionamento dos portos em 50%. Na pandemia também não paramos, aliás, durante a pandemia, houve aumento de movimentação nos portos, mas os trabalhadores que expuseram suas vidas recebem da empresa a não celebração do acordo coletivo e o congelamento de salários. A empresa não equilibra os interesses da empresa com os interesses da classe trabalhadora”, conta Diego.

O g1 Pará procurou a CDP para saber como está a situação dos portos com a paralisação, mas não obteve retorno.

O que diz a categoria

Guardas portuários estão em greve para que CDP aprove acordo coletivo da categoria — Foto: Divulgação/Sindiguapor

O presidente do Sindicato dos Guardas Portuários do Pará e Amapá (Sindiguapor), Rodrigo Rabelo, diz que a paralisação é por tempo indeterminado.

“Começamos às 5h nos três portos e o porto aqui está sem movimentação. Recebemos apoio dos demais trabalhadores e não temos previsão para sair daqui. Já cedemos muito para que o acordo coletivo fosse aprovado, retiramos 31 cláusulas, de um total de 60, e aceitamos receber 5% a menos na remuneração, e a CDP sempre dá a desculpa que depende de autorização de Brasília. Essa greve é para que esse acordo coletivo seja aprovado”, reforça o presidente do Sindiguapor,

De acordo com o diretor do Sindicato dos Portuários do Pará e Amapá (Sindporto), Diego Filgueiras, a entidade apoia a categoria e diz que a ação já está sendo cobrada há dois anos e existem uma série de pautas de reivindicações.

“Estamos há quatro anos com salários congelados e há dois anos negociando acordo coletivo com a empresa. No último mês, a CDP mandou a proposta com redução de remuneração, aumento de jornada de trabalho sem compensação, e ainda assim os trabalhadores aceitaram para que o acordo coletivo passasse a valer e passássemos a ter uma estabilidade jurídica, mas a empresa não consegue resolver com Brasília, aprovar um acordo que ela mesma propôs, e por isso chegamos à greve”, diz o representante dos portuários.

A categoria dos trabalhadores reclama ainda que não sabe com quem negocia. “Não sabemos se é com a diretoria, se é com o Conselho Administrativo, se é com Brasília, tudo isso vai retardando o acordo coletivo, e aqui na ponta estão os trabalhadores, que até aceitaram reduzir remuneração em troca de segurança jurídica”.

O g1 Pará procurou a CDP também para saber o posicionamento a respeito das reivindicações da categoria. Por telefone, a empresa informou que o assunto vem sendo tratado há um tempo mas a diretoria ainda deve se pronunciar oficialmente sobre as pautas dos guardas portuários.

De acordo com os sindicatos envolvidos na greve, portos estão com 50% das atividades em funcionamento — Foto: Divulgação/Sindiguapor

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