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Austrália vai extraditar ex-secretária do chefe da polícia secreta de Pinochet

Adriana Elcira Rivas González é acusada de ter cometido 7 sequestros na década de 1970. Ela mora na Austrália há 30 anos e trabalhava como babá e faxineira em Sydney até ser presa em 2019.

 

Um tribunal federal da Austrália decidiu nesta quarta-feira (24) que a chilena Adriana Elcira Rivas González, ex-secretária do chefe da polícia secreta do ditador Augusto Pinochet, deve ser extraditada para o Chile.

Rivas, que tem 60 anos atualmente, foi secretária de Manuel Contreras, o temido chefe da DINA (a polícia secreta de Pinochet que matou mais de 3,2 mil pessoas durante a ditadura chilena). Mentor da Operação Condor, Contreras foi condenado a 516 anos de prisão e morreu em 2015.

Contra a sua ex-secretária pesam sete acusações de sequestros cometidos na década de 1970 — entre eles o desaparecimento, em 1976, do líder comunista Victor Manuel Diaz López.

Ela mora na Austrália há 30 anos e trabalhava como babá e faxineira em Sydney. O governo chileno solicitou formalmente a sua extradição apenas em 2018, e ela foi detida em fevereiro de 2019 por autoridades australianas.

Rivas chegou a ser detida no Chile em 2007, durante uma visita ao país, mas foi solta sob fiança e fugiu para a Austrália.

Ela recorre da possível extradição desde quando foi detida, em 2019. Uma decisão de 2020 a declarou apta para ser enviada ao Chile, e em junho Rivas perdeu seu primeiro recurso. Agora, um tribunal federal ratificou a decisão de extraditá-la.

Os juízes da corte federal australiana dizem que Rivas "afirma não ser culpada das acusações a ela atribuídas", mas destacaram que essa decisão cabe à Justiça chilena, pois a sua eventual culpa (ou inocência) "não fazem parte do processo internacional de extradição".

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